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Video shows the chaos in a subway station in São Paulo
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Born stateless: Looking for a country to love me - BBC News
Born stateless: Looking for a country to love me - BBC News
A gratidão de refugiada sem pátria acolhida no Brasil, apesar de tragédia familiar no país
A gratidão de refugiada sem pátria acolhida no Brasil, apesar de tragédia familiar no país
Black Bloc - o Brasil de preto
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'All In' mostra cena do poker no Brasil
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Sétimo ato. Militantes do PT são hostilizados e expulsos por manifestantes na Av. Paulista.
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Brasil Indígena
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Av. Paulista reúne maior ato político desde as Diretas-Já.
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  • Video shows the chaos in a subway station in São Paulo

    Com a paralisação dos motoristas de ônibus, a estação Pinheiros da linha 4-amarela teve um fim de tarde caótico nessa terça (20).

    Born stateless: Looking for a country to love me - BBC News

    Maha Mamo is stateless.

    Her parents are both Syrian but because her mother is Muslim and her father is Christian their marriage is not officially recognised by the Syrian authorities.

    In Syria, you're not given citizenship if your parents' marriage is not officially recognised.

    But one country took her...

    A gratidão de refugiada sem pátria acolhida no Brasil, apesar de tragédia familiar no país

    Maha Mamo gostaria de poder responder à pergunta “De onde você é?”. Mas não pode. Ela é apátrida.

    Filha de pais sírios - o pai cristão, a mãe, muçulmana -, nunca teve nacionalidade concedida. A Síria não reconhece filhos de pais com casamento não oficial. “Eram vizinhos e se apaixonaram. Todos os chamavam de Romeu e Julieta”, conta à BBC Brasil.

    Os pais fugiram para o Líbano. Os três filhos também não foram reconhecidos lá. Maha, hoje com 29 anos, se lembra da primeira vez em que se deu conta que era apátrida: “Queria jogar no time de basquete oficial do Líbano, mas não podia”.

    São as pequenas coisas que fazem a diferença, diz ela. Aspectos do dia a dia, como alugar livros em bibliotecas, torcer para que chegue o aniversário de 18 anos para tirar a carteira de motorista - “nunca nem pude sonhar com isso” -, ir para festas.

    As coisas grandes também: não pode casar, viajar e, no Líbano, precisava fugir da polícia toda vez que via algum agente, já que não tinha documentos. No país, estudou em uma escola armênia, a única que aceitava apátridas.

    Desde os 16 anos, conta, escrevia cartas para embaixadas no mundo inteiro com a esperança de que algum país concedesse nacionalidade a ela e aos irmãos. Em 2014, o Brasil os aceitou na condição de refugiados.

    “Eu amo o Brasil. Para mim, o Brasil é o país onde eu existi. Foi o primeiro lugar onde eu consegui documentos com minhas fotos e meu nome”, diz.

    Ela trabalhou em uma fazenda no interior de São Paulo, ajudando com a parte administrativa e de comércio com outros países.

    No ano passado, seu irmão sofreu uma tentativa de assalto em Belo Horizonte e foi assassinado, aos 26 anos.

    “Foi uma tristeza bem forte. Mas o Brasil foi o lugar onde eu pertenci e existi. Eu, ele e minha irmã. Então foi um presente para o meu irmão antes de virar essa tragédia toda”, afirma.

    Agora, Maha está desempregada, vivendo com a irmã em Belo Horizonte, à espera de que a nova lei da migração do Brasil entre em vigor para tentar regularizar sua situação.

    Apesar de viver com documentos no Brasil, concedidos porque ela é tratada como refugiada, Maha ainda é apátrida.

    Recentemente, porém, viveu uma alegria: receber no Brasil a mãe, que não via havia quase três anos.

    Black Bloc - o Brasil de preto

    Pela primeira vez os anarquistas na linha de frente dos protestos de rua do país tiram a máscara e falam à GQ. Entenda quem são os manifestantes que enfrentam a polícia e praticam a violência contra prédios públicos, empresas e bancos

    'All In' mostra cena do poker no Brasil

    Grandes riscos e grandes possibilidades. A GQ Brasil mergulhou no mundo do jogo no Brasil e conheceu seus principais personagens, a luta por reconhecimento como esporte e regulamentação da modalidade que hoje só perde, em premiações, para o futebol. Confira a série exclusiva em 6 episódios, liberados semanalmente até o dia 24 de novembro.

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    Av. Paulista reúne maior ato político desde as Diretas-Já.

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    1 milhão de manifestantes participaram do ato, segundo a PM.

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Her parents are both Syrian but because her mother is Muslim and her father is Christian their marriage is not officially recognised by the Syrian authorities.

In Syria, you're not given citizenship if your parents' marriage is not officially recognised.

But one country took her...

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Maha Mamo gostaria de poder responder à pergunta “De onde você é?”. Mas não pode. Ela é apátrida.

Filha de pais sírios - o pai cristão, a mãe, muçulmana -, nunca teve nacionalidade concedida. A Síria não reconhece filhos de pais com casamento não oficial. “Eram vizinhos e se apaixonaram. Todos os chamavam de Romeu e Julieta”, conta à BBC Brasil.

Os pais fugiram para o Líbano. Os três filhos também não foram reconhecidos lá. Maha, hoje com 29 anos, se lembra da primeira vez em que se deu conta que era apátrida: “Queria jogar no time de basquete oficial do Líbano, mas não podia”.

São as pequenas coisas que fazem a diferença, diz ela. Aspectos do dia a dia, como alugar livros em bibliotecas, torcer para que chegue o aniversário de 18 anos para tirar a carteira de motorista - “nunca nem pude sonhar com isso” -, ir para festas.

As coisas grandes também: não pode casar, viajar e, no Líbano, precisava fugir da polícia toda vez que via algum agente, já que não tinha documentos. No país, estudou em uma escola armênia, a única que aceitava apátridas.

Desde os 16 anos, conta, escrevia cartas para embaixadas no mundo inteiro com a esperança de que algum país concedesse nacionalidade a ela e aos irmãos. Em 2014, o Brasil os aceitou na condição de refugiados.

“Eu amo o Brasil. Para mim, o Brasil é o país onde eu existi. Foi o primeiro lugar onde eu consegui documentos com minhas fotos e meu nome”, diz.

Ela trabalhou em uma fazenda no interior de São Paulo, ajudando com a parte administrativa e de comércio com outros países.

No ano passado, seu irmão sofreu uma tentativa de assalto em Belo Horizonte e foi assassinado, aos 26 anos.

“Foi uma tristeza bem forte. Mas o Brasil foi o lugar onde eu pertenci e existi. Eu, ele e minha irmã. Então foi um presente para o meu irmão antes de virar essa tragédia toda”, afirma.

Agora, Maha está desempregada, vivendo com a irmã em Belo Horizonte, à espera de que a nova lei da migração do Brasil entre em vigor para tentar regularizar sua situação.

Apesar de viver com documentos no Brasil, concedidos porque ela é tratada como refugiada, Maha ainda é apátrida.

Recentemente, porém, viveu uma alegria: receber no Brasil a mãe, que não via havia quase três anos.

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Sétimo ato. Militantes do PT são hostilizados e expulsos por manifestantes na Av. Paulista.
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1 milhão de manifestantes participaram do ato, segundo a PM.